Editais do Bolsa Atleta passarão a ser publicados sempre em janeiro a partir de 2021

Decisão foi tomada pelo Ministério da Cidadania

Editais do Bolsa Atleta passarão a ser publicados sempre em janeiro a partir de 2021
Foto: Abelardo Mendes Jr/ rededoesporte.gov.br
07/08/2020 0 532

(Rio de Janeiro, 7 de agosto de 2020) Um dia depois de anunciar que o próximo edital do Programa Bolsa Atleta, que será lançado em janeiro de 2021, aceitará, para efeito de elegibilidade ao patrocínio, os resultados esportivos de 2019 e de 2020, em razão dos impactos no esporte mundial decorrentes da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), o secretário Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Marcelo Magalhães, anunciou outra novidade nesta quinta-feira (06.08): a partir de 2021, os editais do programa serão sempre lançados no mês de janeiro.


“Os editais serão publicados sempre em janeiro. Nós procuramos acertar esse calendário para que respeite o ciclo de competições até dezembro, de modo que em janeiro a gente tenha sempre o edital publicado. Não vai ter mais gap. Ninguém vai ficar sem receber. O governo, com essa medida, começa a potencializar o Bolsa Atleta, porque a gente começa a pagar o benefício logo no início do ano seguinte ao ano de competição que foi encerrado”, afirma Marcelo Magalhães.


“A publicação do próximo edital do programa Bolsa Atleta, em janeiro de 2021, é a garantia da manutenção do apoio aos atletas neste período conturbado em função dos reflexos da pandemia da Covid-19. É um compromisso do Governo Federal com o esporte brasileiro. Com o edital único, os atletas terão tranquilidade e o apoio necessário para treinos e competições, principalmente às vésperas dos Jogos de Tóquio. O cancelamento de competições em 2020 não significará prejuízo a nenhum atleta”, reforça o secretário Nacional de Alto Rendimento (SNEAR) da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania, Bruno Souza.


Coordenador-geral do Programa Bolsa Atleta do Ministério da Cidadania, Mosiah Rodrigues, ex-atleta olímpico da ginástica artística, detalhou como se dará o processo a partir das publicações dos editais no primeiro mês do ano. “Todos os atletas beneficiados atualmente pelo programa receberão a bolsa até março de 2021. Com o lançamento do edital em janeiro, os pagamentos aos contemplados terão início em maio de 2021 e isso deve ser mantido para os anos seguintes, de modo que os atletas recebam o quanto antes os benefícios referentes ao desempenho do ano anterior”, explica Mosiah.


Ontem, após a divulgação de que o edital de 2021 levaria em conta tanto as competições de 2019 quanto de 2020, tanto atletas olímpicos e paralímpicos quanto representantes das principais engrenagens do setor esportivo manifestaram suporte à opção da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.  


Força do programa


O Bolsa Atleta é um dos maiores programas de patrocínio direto ao atleta do mundo e apresenta resultados fundamentais para o esporte brasileiro. Desde a criação, em 2005, já foram concedidas mais de 69,5 mil bolsas, para 27 mil atletas de todo o país. O valor destinado pelo programa desde sua implantação supera a marca de R$ 1,2 bilhão.


A importância do Bolsa Atleta pode ser medida nos Jogos Rio 2016. Na edição olímpica, 77% dos 465 atletas convocados para defender o Brasil eram bolsistas. Das 19 medalhas conquistadas pelos brasileiros – a maior campanha da história –, apenas o ouro do futebol masculino não contou com bolsistas.


Já nos Jogos Paralímpicos Rio 2016, o Brasil teve a maior delegação da história, com 286 atletas, sendo 90,9% bolsistas. Foram 72 medalhas conquistadas, em 13 esportes diferentes: 14 ouros, 29 pratas e 29 bronzes, além de 99 finais disputadas. Todas as medalhas foram conquistadas por atletas que recebiam o apoio da Secretaria Especial do Esporte do Ministério da Cidadania.


No ciclo para os Jogos de Tóquio 2020, a força do Bolsa Atleta ficou clara mais uma vez nos Jogos Pan-Americanos e Parapan-Americanos de Lima 2019, no Peru, o maior evento multiesportivo antes dos Jogos no Japão para os atletas brasileiros.


No Pan, o Brasil protagonizou sua melhor campanha da história. Foram 171 medalhas, sendo 55 de ouro. Com isso, o país voltou a terminar em segundo lugar no quadro de medalhas, o que não acontecia desde 1963, na edição dos Jogos realizada em São Paulo. Dos 485 atletas originalmente inscritos pelo Comitê Olímpico Brasileiro para o Pan de Lima, 333 eram bolsistas. Do total de pódios conquistados, 141 vieram com atletas beneficiados pelo programa.


No Parapan, o Brasil protagonizou um resultado histórico e chegou ao topo do quadro de medalhas com 308 pódios. Foram 124 medalhas de ouro, 99 de prata e 85 de bronze. Do total de medalhas, 287 (93,18%) foram conquistadas por atletas contemplados pelo Bolsa Atleta.


Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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