CBDA dispara em governança e transparência e vê verba da LAP subir para 2021

Resultados esportivos de 2019 e administração exemplar de 2020 foram fundamentais para crescimento da verba

CBDA dispara em governança e transparência e vê verba da LAP subir para 2021
Foto: Wander Roberto/COB
12/11/2020 0 146

(Rio de Janeiro, 12 de novembro de 2020) O Comitê Olímpico do Brasil divulgou, nesta quinta-feira (12), os valores oriundos da Lei 13.756 (Lei das Loterias) e que serão distribuídos às Confederações Nacionais de administração dos esportes no Brasil. A verba total da CBDA será de R$5.188.853,23. De acordo com o COB, serão R$ 150 milhões encaminhados às confederações no próximo ano.


Por conta de impeditivos causados pela antiga gestão, a CBDA não pode receber diretamente os recursos da Lei das Loterias. Nos últimos anos, porém, em ações conjuntas com o Comitê Olímpico do Brasil, a verba tem sido utilizada na preparação dos atletas para os Jogos Olímpicos de Tóquio.


“A verba destinada pelo COB é de suma importância para nós mantermos os nossos atletas nas principais competições e com a melhor preparação possível para os Jogos Olímpicos de Tóquio. Esperamos que, em um futuro próximo, a CBDA esteja com suas contas acertadas e possamos usar a verba também para outras demandas dos esportes aquáticos do Brasil. A avaliação do COB mostra o nosso empenho para sermos exemplos de austeridade, governança e transparência”, falou o presidente da CBDA, Luiz Fernando Coelho.  


O repasse dos recursos das Loterias para as modalidades esportivas está baseado nos mesmos 12 critérios adotados em 2020 (veja lista abaixo), sendo 10 esportivos e 2 de gestão. No critério “prestação de contas”, será considerada a melhor nota dos últimos dois anos (períodos selecionados: 01/10/2018 a 30/09/2019 e 01/10/2019 a 30/09/2020). Já na área esportiva, a opção foi pela nota de 2019, tendo em vista o cancelamento da maioria das competições em 2020. No entanto, neste caso, apesar de normalmente serem considerados os resultados alcançados até 30 de setembro, abriu-se a possibilidade também da inclusão dos resultados obtidos entre outubro e dezembro de 2019.


Com os resultados esportivos de 2019 e a evolução administrativa em 2020, a CBDA cresceu na avaliação do COB. A entidade, em 2019, foi classificada como 31º confederação nacional no Programa de Gestão, Ética e Transparência do Comitê Olímpico do Brasil. Em 2020, com todas as mudanças estabelecidas pela nova gestão da entidade, os esportes aquáticos subiram para a 21ª colocação e nota 7,87.


"A CBDA fez um esforço tremendo de crescimento em Governança, passando de uma nota medíocre que a gestão anterior atingiu para uma nota muito boa, e com viés de alta. A melhora é visível, palpável, e pode ser conferida em uma simples visita ao nosso portal de transparência. Isso (a melhora) só foi possível com o engajamento de todos, do estagiário ao presidente. E essa tendência de mirar sempre o topo vai continuar, é irreversível, estamos trabalhando para ser referência no tema”, disse Renato Cordani, diretor-executivo da CBDA.


A evolução foi notada e os números refletiram no diagnóstico do COB. Em governança, por exemplo, a CBDA avançou 108%. No quesito “Estratégia”, a melhora foi de 200%. O crescimento em “Transparência” foi de 23% e em “Compliance” de 100%.


A Lei - A 13.756 (antiga Lei Agnelo/Piva) destina cerca de 1,7% do valor apostado em todas as loterias federais do país ao COB. Os recursos assegurados por meio da Lei têm permitido ao COB investir no esporte olímpico de forma contínua e crescente. A entidade faz um acompanhamento rigoroso da aplicação dos recursos, avaliando a qualidade dos investimentos e checando os resultados obtidos pelas entidades. A liberação de recursos para novos projetos está sempre condicionada à prestação - e aprovação - das contas dos projetos anteriormente executados.


O COB utiliza os recursos que recebe da Lei das Loterias seguindo estritamente os critérios estipulados pela própria lei e o planejamento técnico desenvolvido em conjunto com as Confederações Brasileiras Olímpicas. Este planejamento técnico contempla o treinamento das equipes, contratação de treinadores, viagens de intercâmbio, participação em competições nacionais e internacionais, aquisição de equipamentos e materiais esportivos e períodos de aclimatação das delegações, entre outras ações.


Transparência


Todos os recursos recebidos pelo COB passam por etapas e processos que envolvem transparência e disponibilização de informações para o Tribunal de Contas da União (TCU) e para a Controladoria Geral da União (CGU). As verbas recebidas pelo COB estão sujeitas à auditoria da CGU, que, após as devidas análises, elabora relatório conclusivo e o encaminha ao TCU para aprovação. Essa auditoria é efetuada permanentemente através da disponibilização de informações em plataforma extranet (Extranet-TCU) criada especificamente para esta finalidade.


Confira abaixo os valores ordinários que serão repassados a cada modalidade olímpica em 2021:


Atletismo: R$5.865.449,24


Badminton: R$3.392.978,61


Basquete: R$3.754.193,81


Beisebol e Softbol: R$2.994.693,59


Boxe: R$6.666.329,72


Canoagem: R$5.965.164,18


Ciclismo: R$3.773.159,76


Desportos Aquáticos: R$5.188.853,23


Desportos na Neve: R$3.317.976,88


Desportos no Gelo: R$3.274.441,40


Escalada Esportiva: R$2.958.485,86


Esgrima: R$4.810.970,98


Ginástica: R$7.198.238,50


Golfe: R$3.311.942,26


Handebol: R$3.635.656,60


Hipismo: R$3.768.849,32


Hóquei sobre Grama: R$3.174.870,15


Judô: R$7.504.998,42


Karatê: R$4.262.538,83


Levantamento de Pesos: R$4.026.613,86


Pentatlo Moderno: R$3.363.667,59


Remo: R$3.392.547,56


Rugby: R$3.219.698,76


Skate: R$4.328.632,30


Surfe: R$4.407.513,42


Taekwondo: R$5.295.321,19


Tênis: R$4.002.906,42


Tênis de Mesa: R$3.817.126,29


Tiro com Arco: R$3.166.680,30


Tiro Esportivo: R$5.115.000,95


Triatlo: R$3.377.892,05


Vela: R$6.407.272,04


Vôlei: R$7.471.089,60


Wrestling: R$3.788.246,32


Os 12 critérios (e seus respectivos pesos) utilizados para a distribuição são:


– Medalhista no último Campeonato Mundial Adulto (17,4%)


– Medalhista na última edição de Jogos Olímpicos (15,2%)


– Medalhista no último Campeonato Mundial de base (15,2%)


– Multimedalhista na última edição dos Jogos Olímpicos (10,4%)


– Prestação de Contas – Qualifica a performance das Confederações nos processos de prestação de contas da Lei Agnelo/Piva no ano corrente (9,1%)


– Medalhista na penúltima edição dos Jogos Olímpicos (7,8%)


- Programa Gestão, Ética e Transparência (6,5%)


– Medalhista na última edição de Jogos Pan-americanos (3,9%)


– Top 8 nas duas últimas edições dos Jogos Olímpicos (3,9%)


– Número de eventos com participação brasileira na última edição dos Jogos Olímpicos (3,9%)


– Top 8 em Campeonato Mundial adulto nos últimos 4 anos (3,9%)


– Top 8 no último Campeonato Mundial de base (2,6%)


Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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