Carta de agradecimento - João Santos

Carta aberta

Carta de agradecimento - João Santos
Foto: Satiro Sodré/SSPress/CBDA
01/04/2021 0 55

CARTA DE AGRADECIMENTO – JOÃO SANTOS


Nesta quarta-feira – 31 de março de 2021 se encerra o meu ciclo na direção de polo aquático da CBDA. Assume a posição o Alessandro Checchinato, atual presidente da Liga Brasileira de Polo Aquático (PAB).


Dei início à criação da PAB em novembro de 2015, enquanto diretor de polo do ECP. A entidade se formalizou em março de 2016 com a participação de 10 clubes fundadores, e começou a realizar suas primeiras competições no segundo semestre do mesmo ano. Em junho de 2017, assumi como diretor de polo na CBDA, encerrando minha atuação hoje.


Agradeço à direção e à equipe da CBDA por toda confiança e parceria, oferecendo ao polo aquático todo o apoio nos momentos mais difíceis.


Sou muito grato, também ao apoio e paciência das pessoas que colaboraram de forma incansável e, muitas vezes voluntária, e à toda comunidade, nesses anos de transição, que não foram fáceis, mas que certamente valeram a pena!


Fiz o que consegui. Agora é hora de novas ideias, nova energia, nova gestão, pois, acredito nessa oxigenação como fator fundamental de progresso do esporte.


Desejo toda a sorte à nova gestão, e ficarei à disposição nos contatos pessoais [email protected].


Abaixo, destaco as principais realizações para quem tiver curiosidade.


Forte abraço,


João Santos



  • Criação da Coordenação de Seleções:


Ricardo Azevedo foi contratado com o papel de manter um diálogo constante com os treinadores, dar orientações, e criar uma Comissão Nacional de Técnicos com o objetivo de formar novos técnicos de seleções.



  • Criação do CTA – Comitê Técnico de Arbitragem:


Órgão com liderança técnica de Décio Patelli e operacional de Decio Junqueira, responsável pelo planejamento de escalas, atualização técnica, orientação, avaliação e homologação do quadro nacional de arbitragem, bem como nomeação para os quadros internacionais.



  • Criação do RNA – Ranking Nacional de Arbitragem:


Um sistema de avaliação e ranqueamento em cada temporada, com pontuação e critérios transparentes que consideram o desempenho em jogos, na aplicação das regras FINA, além de questões comportamentais, a participação voluntária em treinos, festivais e cursos de qualificação, e a exigência de filiação ao WWR - World Water Polo Referees Association.



  • Criação do Programa de Reciclagem de Árbitros:


Trazendo alguns dos melhores árbitros do mundo para ministrar clínicas de reciclagem junto todo quadro da CBDA. Já vieram profissionais como o Adi Alexandrescu (Romênia) e o Boris Margeta (Slovenia).



  • Ampliação do quadro de arbitragem:


Formação de 8 novos árbitros, representando um acréscimo de 80% em relação ao quadro inicial: Lincoln Fernandes (Santos), Telma Florio (Santos), Raphael Riccio (Rio), Gustavo Fernandes (Jundiaí), Cláudia Curcio (Jundiaí), Wagner Morais (S. Paulo), Ney Borges (Atibaia), Jaramila Guimarães (DF). Foram formados e incorporados ao quadro, também, 9 mesários(as): Rebeca Souza (SP), Iris Felício (SP), Wendel Pereira (SP), Regina Abla (SP), Olavo Queiroga (Rio Claro), Jessica Vidal (Rio), Yuri Rabelo (Rio), Juliana Gomes (Rio), Libia González (SP).



  • Criação do Programa de Desenvolvimento Regional - PODER


Criado junto ao Ricardo Azevedo, e com o apoio do COB, tem por objetivo formar novos treinadores fora das capitais de SP e RJ, oferecer clínicas e realizar festivais regionais visando à ativação de projetos de base e a implantação de métodos adequados de ensino do esporte nessas regiões. 4 Estados já receberam as clínicas e capacitações – BA, SE, RS e SP (Jundiai), além de um festival KIDs realizado no Rio de Janeiro com a participação de mais de 120 crianças.



  • Criação do Encontro Nacional de Treinadores de Polo Aquático:


Com objetivo de realizar a certificação anual dos técnicos no Brasil, em alinhamento às melhores práticas internacionais, o evento piloto foi realizado no Maria Lenk (RJ) em 2019 com a participação de mais de 80 técnicos de todas as Regiões do País, os quais pela primeira vez tiveram a oportunidade de trocar experiências e ter acesso a workshops e palestras, com a coordenação de Ricardo Azevedo.



  • Reformatação da Divisão II:


O novo formato permitiu ampliar a participação de times numa competição que tem por objetivo manter a motivação das lideranças e praticantes de polo nas regiões fora do eixo RJ/SP, mantendo uma média de 8 a 10 times participantes em cada ano. Manter o esporte vivo nessas regiões é o ponto de partida para que se criem projetos de base. A coordenação das competições foi feita por Klauss Celadon.



  • Nomeação de representantes Estaduais de Polo Aquático:


Com o apoio das Federações Estaduais, foi criado um comitê de lideranças regionais de polo, além de um grupo de whatsapp por meio do qual as questões relacionadas à Divisão II e ao desenvolvimento regional são discutidas abertamente e as decisões são participativas.



  • Medalhas internacionais:


Vivemos a maior crise de financiamento de seleções da história do polo aquático, com total dependência da Lei Agnelo Piva e apoio incansável do COB, o que restringiu qualquer planejamento de longo prazo com treinamentos adequados. Frente a esse cenário, a gestão se pautou na eficiência da aplicação dos recursos, para garantir minimamente a participação do Brasil nas principais competições internacionais, especialmente as classificatórias e mundiais (júnior e juvenil).


 As seguintes medalhas foram conquistadas:


2017:



  • Panamericano Sub17: Masc: 2º / Fem.: 2º


2018:



  • Sulamericano Sub16: Masc: 1º / Fem.: 1º

  • Sulamericano Adulto: Masc: 1º / Fem.: 1º

  • Panamericano Sub19: Masc: 1º / Fem.: 2º


2019:



  • Copa UANA: Masc: 1º / Fem.: 3º

  • Sulamericano Sub18: Masc: 1º / Fem.: 1º

  • Panamericano Sub17: Masc: 2º / Fem.: 4º

  • Jogos Panamericanos: Masc: 3º / Fem.: 3º


2021:



  • Sulamericano Adulto: Masc: 2º e Fem: 1º


Publicado pela Plataforma SGE da Bigmidia - Gestão Esportiva com Tecnologia

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